Filosofia da tecnologia e educação: conservação ou crítica inovadora da modernidade?

  • Geraldo Antônio da Rosa
  • Amarildo Luiz Trevisan

Resumo

O campo dos estudos sobre ciência e tecnologia e seus benefícios na vida das populações está sendo questionado de maneira veemente nos últimos tempos. A justificativa de que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia avança de maneira inexorável e neutra caiu por terra, frente às inúmeras confrontações e limites a que ficou exposta essa racionalidade. São muitos testemunhos e mesmo movimentos teóricos que questionam essa crença atualmente. Nesse texto, pretende-se delimitar alguns marcos teórico-conceituais nos quais se desenvolvem tais propostas do ponto de vista de sua relação com a educação. Para isso, parte-se da discussão, proposta por Marilena Chauí, sobre o modo como se constitui a racionalidade moderna e sua forma de apropriação pelas populações através da ideologia do cientificismo. A seguir, a crítica a essa racionalidade é avaliada segundo os preceitos da Escola de Frankfurt, especialmente na visão de Marcuse e Feenberg. Por último, procura-se apresentar alguns fundamentos dos estudos do movimento Ciência, Tecnologia e Sociedade (CT&S) sobre essas questões, derivando reflexões para o campo da educação. Trata-se de avançar a discussão de suas origens, conforme exposto na filosofia da tecnologia, de Heidegger, a qual acredita ser destino da humanidade viver sob a égide da técnica, em busca de uma outra relação com a realidade, mais em harmonia com a natureza.
Publicado
Nov 11, 2016
Como Citar
ROSA, Geraldo Antônio da; TREVISAN, Amarildo Luiz. Filosofia da tecnologia e educação: conservação ou crítica inovadora da modernidade?. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior, [S.l.], v. 21, n. 3, nov. 2016. ISSN 1982-5765. Disponível em: <http://periodicos.uniso.br/index.php/avaliacao/article/view/2768>. Acesso em: 29 abr. 2017.
Seção
Artigos

Palavras-chave

Filosofia da tecnologia. Sociedade. Educação.