Mitologias: falsa consciência e consciência partida

  • Leda Tenório da Motta

Resumo

Pesam-se aqui as referências marxistas do primeiro Roland Barthes, de modo a ressaltar as diferenças metodológicas de uma nova crítica cultural, informada pela leitura de Saussure. Isso demanda distinguir entre “mistificação” e “mitificação”, assinalando-se a maneira, em seu momento inédita e surpreendente, como Mitologias passa a formular uma semiologia da conotação e a sediar a alienação burguesa na execução da linguagem. A esta outra forma de consciência propomos chamar “consciência partida” ou “consciência infeliz”, todos termos de Barthes, por contraposição à “falsa consciência”, tal como entendida no quadro das premissas teóricas marxistas para o fetiche da mercadoria. 

Publicado
Dez 9, 2016
Como Citar
MOTTA, Leda Tenório da. Mitologias: falsa consciência e consciência partida. Tríade: Revista de Comunicação, Cultura e Midia - ISSN 2318-5694, [S.l.], v. 4, n. 8, p. 238-247, dez. 2016. ISSN 2318-5694. Disponível em: <http://periodicos.uniso.br/index.php/triade/article/view/2810>. Acesso em: 29 abr. 2017.
Seção
ARTIGOS - Outras Perspectivas

Palavras-chave

Roland Barthes; Mitologias; Mito; Marxismo; Falsa Consciência