O EVOLUCIONISMO ECONÔMICO NA PÓS-GRADUAÇÃO BRASILEIRA: UMA ANÁLISE A PARTIR DA ÓTICA DA EDUCAÇÃO

Autores

  • Evandro Dotto Dias
  • Rodrigo Rorato

Resumo

As transformações proporcionadas pela globalização da economia influenciaram a pós-graduação brasileira, onde a pesquisa acadêmica passou a ocupar um ponto estratégico no Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG, 2011-2020), sendo considerada como uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento econômico do país. Essa visão desenvolvimentista vai ao encontro da escola do pensamento econômico neoschumpeteriana (evolucionista), que preconiza a conjugação do conhecimento e aprendizado, com o estímulo à Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), como fundamental à geração de inovações no sistema produtivo, e logo ao progresso tecnológico das nações. Diante desse contexto, este artigo apresenta uma análise crítica a essa formatação (economicista) presente no sistema de avaliação da pós-graduação brasileira, com base na concepção teórica de expoentes clássicos e contemporâneos da área de educação. Com isso, verificou-se a reificação do conhecimento e a (trans)formação do sujeito (docente-pesquisador), como um agente empreendedor, em detrimento de sua essência social, de sua consciência-de-si e da educação como um todo, dentro de um espectro in vivo, segundo a visão hegeliana. Além disso, constatou-se a pouca relevância dos demais pilares universitários, como ensino e extensão, com o direcionamento das políticas estatais para o fomento à pesquisa acadêmica voltada ao desenvolvimento econômico e à formação de produto(s) e produtor(es).

Como Citar

Dias, E. D., & Rorato, R. (1). O EVOLUCIONISMO ECONÔMICO NA PÓS-GRADUAÇÃO BRASILEIRA: UMA ANÁLISE A PARTIR DA ÓTICA DA EDUCAÇÃO. Avaliação: Revista Da Avaliação Da Educação Superior, 19(1). Recuperado de http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/avaliacao/article/view/1847

Edição

Seção

Artigos