O (DES)ENTENDIMENTO DE QUALIDADE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRA

Autores

  • Júlio C. G. Bertolin
  • Telmo Marcon

Resumo

Nas últimas duas décadas a operacionalização e divulgação de procedimentos de avaliação de instituições e cursos da educação superior brasileira têm ganhado grande proeminência. O Estado ampliou os processos avaliativos com vistas, principalmente, a regular e controlar o sistema. A imprensa, a partir dessas avaliações oficiais, gera rankings e divulga para a sociedade classificações das instituições e cursos, baseadas, principalmente, no desempenho dos estudantes em exames. Nesse contexto, um bom desempenho nos rankings se tornou sinônimo de qualidade para a sociedade e, por conseguinte, a competição entre as instituições de educação superior se acirrou ainda mais. Mas qual a real adequação dos métodos avaliativos baseados em exames para emitir juízo de valor sobre a qualidade de instituições e cursos? O desempenho dos estudantes em exames subsidia a formação de juízo confiável acerca da qualidade da formação desenvolvida por cursos de graduação? Este artigo, buscando respostas para tais questões, aborda, inicialmente, o conceito de “capital cultural” de Bourdieu e revisa pesquisas quantitativas sobre eficácia escolar e os fatores determinantes do desempenho dos alunos. Posteriormente, analisa estudos e dados sobre a importância do contexto socioeconômico dos estudantes em seus desempenhos na educação superior. Por fim, conclui destacando evidências da maior relevância do contexto do aluno em relação ao “fator curso” nos resultados desses instrumentos.

Como Citar

Bertolin, J. C. G., & Marcon, T. (1). O (DES)ENTENDIMENTO DE QUALIDADE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRA. Avaliação: Revista Da Avaliação Da Educação Superior, 20(1). Recuperado de http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/avaliacao/article/view/2168

Edição

Seção

Artigos

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