Quaestio - Revista de Estudos em Educação http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio <p style="text-align: justify;">A Quaestio é uma publicação&nbsp;quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Sorocaba, avaliada como Qualis B1, tem como objetivo a divulgação de trabalhos inéditos de docentes, pesquisadores e de pós-graduandos de instituições nacionais e internacionais na área de Educação Escolar que tratem, preferencialmente, de questões relacionadas às linhas de pesquisa desenvolvidas no referido Programa: Cotidiano Escolar; Educação Superior; e História e Historiografia: políticas e práticas escolares. São aceitos trabalhos em espanhol e inglês, além do português.</p> <p style="text-align: justify;">ISSN Eletrônico - 2177-5796 | ISSN Impresso - 1518-2886</p> Universidade de Sorocaba pt-BR Quaestio - Revista de Estudos em Educação 1518-2886 <p>A remessa de originais implica a autorização para publicação e disponibilização  <em>on-line</em> sem o pagamento de direitos autorais.</p><p>Os autores concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p> Editorial http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3449 Alda Regina Tognini Romaguera ##submission.copyrightStatement## 2018-12-17 2018-12-17 20 3 545 547 10.22483/2177-5796.2018v20n3p545-547 Apresentação - Dossiê temático http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3236 Eraldo Batista Jeferson Aníbal Gonzalez ##submission.copyrightStatement## 2018-12-17 2018-12-17 20 3 549 550 Neoliberalismo, neoconservadorismo e educação: http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3248 <p>No presente artigo, compreende-se o movimento “Escola sem Partido” dentro de um contexto mais amplo de determinação e reprodução da sociabilidade capitalista. Inicialmente, é discutida a aliança entre neoliberais e neoconservadores, passando à discussão da educação sob a égide desses ideários e, por fim, apresenta-se o movimento “Escola sem Partido” como suporte desse ideário no campo educacional. Conclui-se pela defesa de uma luta contra-hegemônica que supere a falsa separação entre educação, técnica e política, possibilitando aos professores o cumprimento de seu compromisso ao lado da classe trabalhadora.</p> Jeferson Anibal Gonzalez Michele Cristine da Cruz Costa ##submission.copyrightStatement## 2018-12-17 2018-12-17 20 3 551 565 10.22483/2177-5796.2018v20n3p551-565 O discurso reacionário de defesa do projeto “Escola sem Partido”: http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3240 <p class="Resumo">O presente artigo tem como objetivo analisar o discurso reacionário de defesa do projeto “Escola sem Partido”, destacando o seu caráter antipolítico e antidemocrático. O referencial teórico que orientará o estudo será a teoria política do discurso, elaborada por Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, e o debate sobre o modelo adversarial (agonístico) de democracia, proposto por esta última. A empiria analisada será prioritariamente composta de falas dos coordenadores do movimento “escola sem partido” em audiências públicas realizadas na Câmara dos Deputados no ano de 2017. As considerações finais apontam para a necessidade de dialogar mesmo com aqueles que, a princípio, se identificam com esse discurso antidemocrático.</p> Fernando de Araujo Penna ##submission.copyrightStatement## 2018-12-17 2018-12-17 20 3 567 581 10.22483/2177-5796.2018v20n3p567-581 A educação, o poder da ideologia e a escola sem partido http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3243 <p>O objetivo deste artigo é problematizar as complexas relações entre o mundo do trabalho e a educação num contexto histórico determinado pela dialética articulação entre as condições objetivas da produção material e as formas da consciência social que se manifestam na superestrutura ideológica, político-jurídica a fim de demonstrar que a proposta do movimento político “Escola Sem Partido”, surgido em 2004, de interromper o avanço daquilo que o movimento denomina como contaminação político-ideológica nas escolas brasileiras, da educação básica ao ensino superior nada mais é que ela mesma, uma ideologia.</p> Fabiane Santana Previtali Cílson César Fagiani ##submission.copyrightStatement## 2018-12-18 2018-12-18 20 3 583 599 10.22483/2177-5796.2018v20n3p583-599 Proposta curricular emancipadora versus movimento (conservador) Escola sem Partido http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3241 <p>Neste artigo apresentamos estudos e análise referente ao processo de organização, debate e implementação de um currículo que abrangesse todas as escolas públicas do Estado do Paraná, Região Oeste do Estado. Verificamos em nossa pesquisa que foi um processo rico de debate entre professores que participaram desse processo, culminando com a aprovação do projeto. Constatamos que essa investidura só teve êxito em decorrência do empenho de educadores que acreditaram na possibilidade de concretizar essa proposta. Demonstramos a importância da construção de um currículo fundamentado na perspectiva filosófica clássica, conteudista e omnilateral. Se o currículo construído na Região Oeste do Paraná defende o saber elaborado, clássico, vemos ao mesmo tempo, movimento de expressão nacional, como o Escola Sem Partido, defender educação sem fundamentação filosófica, teórica, além de defenderem uma escola não estatal, não gratuita, não laica e não científica.</p> Eraldo Leme Batista Ana Paula Noffke ##submission.copyrightStatement## 2018-12-18 2018-12-18 20 3 601 615 10.22483/2177-5796.2018v20n3p601-615 Qual o lugar da diferença numa escola sem partido? http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3242 <p>Este artigo tem por objetivo analisar as concepções sobre as relações entre escola e diferenças veiculadas pelo Movimento Escola Sem Partido. Para isso, examinamos o conteúdo de dois dos PLs que restringem a autonomia docente em sala de aula: o PL 1411/2015 e o PL 867/2015; uma fala do coordenador do Movimento Escola Sem Partido, Miguel Nagib, na audiência pública do PL 7.180; e três textos contidos no Blog De olho no livro Didático de Orley José da Silva, listado na página inicial do site do Movimento Escola Sem Partido. Entendemos que o tema das diferenças e identidades culturais é objeto privilegiado de elaborações dentro do movimento e que isso é feito em diálogo com a produção acadêmica sobre o tema. Esse diálogo, no entanto, acontece de maneira enviesada e em direta contradição com a produção científica sobre o assunto. Ao questionarmos o lugar da diferença na escola a partir de uma perspectiva conceitual que dá centralidade à dimensão cultural dos currículos, percebemos o Escola Sem Partido como um discurso que busca ser uma política cultural com forte impacto sobre as práticas curriculares.</p> Fernanda Pereira de Moura Cinthia Monteiro de Araujo ##submission.copyrightStatement## 2018-12-18 2018-12-18 20 3 617 635 10.22483/2177-5796.2018v20n3p617-635 La escuela neoliberal en Chile http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3266 <p>Uma reflexão sobre a escola neoliberal é apresentada com base em sua implementação no caso chileno. O Chile é um dos países onde as medidas neoliberais na educação foram mais longe. A mudança de papel do Estado, a neutralização dos professores e a padronização geraram uma nova forma de fazer escola que se manifesta como uma tecnologia de controle mais efetiva que a escola do Estado de Ensino. Quais são algumas características dessa nova escola? Que funções ela mantém ou acrescenta? É continuidade ou ruptura com a escola do estado de ensino? Estas são algumas das questões que motivam este ensaio.</p> Juan Alejandro González López ##submission.copyrightStatement## 2018-12-18 2018-12-18 20 3 637 646 10.22483/2177-5796.2018v20n3p637-646 Projeto político-pedagógico: http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/2989 <p class="Resumo">A realidade da maioria das escolas públicas no Brasil mostra que tem sido um desafio para a gestão escolar angariar a participação das comunidades escolar e local na (re)construção do projeto político-pedagógico – PPP. Por isso, o objetivo deste artigo é apresentar alternativas a serem desenvolvidas pelas escolas para viabilizar uma maior participação dessas comunidades no processo de (re)construção do PPP. Para atingi-lo utilizou-se o estudo de caso, como método de pesquisa, e entrevistas e diálogos com professores e funcionários, participações nas reuniões do corpo docente e observações no ambiente escolar para coletar os dados. Neste estudo, evidencia-se que o PPP (re)construído coletivamente configura-se em um instrumento relevante para o modelo de gestão democrática e que as alternativas expostas demonstram, na prática, que é viável fazer da gestão democrática uma realidade nas escolas públicas.</p> Sergio Brasil Fernandes Sueli Menezes Pereira ##submission.copyrightStatement## 2018-12-19 2018-12-19 20 3 647 671 10.22483/2177-5796.2018v20n3p647-671 Os desafios e as possibilidades do trabalho docente com o aluno surdo na universidade http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3359 <p>O artigo apresenta um estudo que objetivou analisar o trabalho docente frente aos processos de inclusão e de ensino e aprendizagem do aluno surdo na universidade, identificando os desafios enfrentados e as práticas utilizadas pelos professores. A pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou como instrumento para coleta de dados a entrevista semiestruturada. Participaram 16 professores dos cursos de licenciaturas, que ministravam aulas para alunos surdos, em uma universidade de Campo Grande/MS. Para as análises utilizou-se a análise temática de conteúdo de Schütze. Os resultados apontam que os principais desafios enfrentados pelos professores dizem respeito ao planejamento e preparação das aulas com materiais pedagógicos diferenciados, à avaliação dos alunos surdos e à relação com os intérpretes da Língua Brasileira de Sinais. Também foi possível identificar experiências de mal-estar, vividas por esses docentes, por não conhecerem a Libras e por não conseguirem participar diretamente dos diálogos com os alunos surdos.</p> Flavinês Rebolo Nayara Cesário Martins ##submission.copyrightStatement## 2018-12-19 2018-12-19 20 3 673 691 10.22483/2177-5796.2018v20n3p673-691 Pesquisa com crianças: http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3259 <p>Com base no construto teórico da Sociologia da Infância, este texto emerge com reflexões a respeito dos estudos da criança, enfocando a crescente participação das crianças nas investigações científicas, uma vez que a participação ativa delas como protagonistas &nbsp;constitui-se uma tendência contemporânea que envolve novas possibilidades teórico-metodológicas e muitos desafios. Nesta perspectiva, considerando a pesquisa de abordagem qualitativa, do ponto de vista metodológico a investigação de cunho etnográfico mostra-se uma possibilidade extremamente válida no que se refere à pesquisa com crianças, permitindo que as crianças assumam o lugar de sujeitos nas investigações, sendo consideradas como atores sociais, produtores de sentido e participativos das atividades sociais nas quais estão envolvidas captando o entorno social e os contextos culturais.</p> Laura Simone Marim Puerta Marta Regina Brostolin ##submission.copyrightStatement## 2018-12-19 2018-12-19 20 3 693 705 10.22483/2177-5796.2018v20n3p693-705 Uma reflexão sobre o componente ilógico do brincar – experiência estética... mobílias mutantes nos arranjos do vivido http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3172 <p>O presente trabalho se inspirou na observação de crianças de quatro anos brincando em um laboratório de ludicidade de Rondonópolis, Mato Grosso. Chama a atenção o fato de os pequenos tenderem a desmanchar os cantos temáticos, misturando os brinquedos, dentre outras ações pouco comuns ao olhar pedagógico. Em que pese tal percepção, o texto afirma que a natureza irracional e suprabiológica do jogo geralmente não é abordada pelas teorias educacionais, herdeiras da modernidade logocêntrica. Para contribuir com respostas teóricas ao problema, elaborou-se uma reflexão semiótica do brincar, demonstrando-se que os signos desta experiência não apresentam identidade fixa, fundamento de todo discurso racional. Com o percurso reflexivo, pretende-se ampliar as abordagens sobre a ludicidade, considerando sobretudo sua natureza estética e sígnica. &nbsp;</p> Marlon Dantas Trevisan ##submission.copyrightStatement## 2018-12-19 2018-12-19 20 3 707 719 10.22483/2177-5796.2018v20n3p707-719 Uma aprendizagem lenta da vida http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3235 <p>O pequeno espaço dessa escrita interessa-se por adentrar na construção de um pensamento. Nele, escola e educação física são os territórios privilegiados para indagar suas funções sociais. A aprendizagem e o fundamento possuem a incumbência de serem maneiras de aproximar-se do que podem tais territórios. Diante de inúmeras imprevisibilidades que essa construção e o caminho aqui escolhido podem gerar, a atenção se direciona para os afetos que rodeiam os encontros dos corpos e as seleções daquilo que lhes convém. Sobre as transformações que os conteúdos da educação física precisam sofrer para estarem presentes no espaço e tempo escolares, há uma implicação naquilo que se entende por aprender e naquilo que se inventa ao pensar uma cultura. Enfim, trata-se de maneiras de perceber o mundo, suas relações e articulações naquilo que foge do controle absolutamente e sua difícil mensuração – uma vida.</p> Vivian Marina Redi Pontin ##submission.copyrightStatement## 2018-12-19 2018-12-19 20 3 721 737 10.22483/2177-5796.2018v20n3p721-737 Reflexões sobre aprendizagem e ensino de física a partir da realidade do Rio de Janeiro http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3238 <p>A aprendizagem dos alunos presentes nas escolas brasileiras tem se mostrado insuficiente face aos resultados das avaliações nacionais e internacionais, para os diferentes níveis de instrução. Assim, neste trabalhou buscou-se encontrar e compreender as razões para o atual cenário e buscar respostas que possam ajudar a conseguir soluções para o problema. São mostrados como os fatores econômicos e sociais, ligados ao aluno, às questões de infraestrutura na sociedade brasileira e às metodologias de ensino, por parte dos professores, atuam de forma negativa no desempenho escolar. Como tal, apresentamos reflexões sobre a necessidade de mudança nas práticas educativas no ensino das ciências e da Física em particular, bem como no processo de formação dos profissionais de educação, permitindo a eles compreender o cenário educativo onde está inserido.</p> Frederico Alan de Oliveira Cruz Paulo Simeão Carvalho ##submission.copyrightStatement## 2018-12-20 2018-12-20 20 3 739 759 10.22483/2177-5796.2018v20n3p739-759 Educadoras protestantes em São Paulo: http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3260 <p>A partir do século XIX, missionários protestantes chegaram ao Brasil com o objetivo de divulgar a fé e o modo de vida de seu país de origem. Com eles vieram esposas, filhas e mulheres sem vínculo matrimonial, que se dedicaram ao trabalho educativo como parte da Missão. A expansão do território e a intensificação do comércio justificavam a ação missionária que se processava a mando do imperialismo, com o argumento da <em>missão divina, </em>o que possibilitava a consequente expansão capitalista e vinha ao encontro dos interesses econômicos e políticos dos Estados Unidos. As missionárias norte-americanas radicaram-se nos vários estados brasileiros, em especial em São Paulo. Uma delas se destacou nesse cenário: Mary Parker Dascomb, autora de cartas que foram preservadas, as quais demonstram modos de pensar, estilo de vida e a crença inabalável na fé protestante como campo de missão social e educativo. Compreender, a partir de diferentes escritos, o trabalho dessas missionárias e educadoras é o objetivo central deste texto.</p> Jamilly Nicácio Nicolete Jane Soares de Almeida ##submission.copyrightStatement## 2018-12-20 2018-12-20 20 3 761 777 10.22483/2177-5796.2018v20n3p761-777 Anísio Teixeira: http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3349 <p>Este artigo tem por objetivo traçar um paralelo entre vida, obra e ação político-educacional de Anísio Teixeira em análise comparativa com Miguel de Cervantes, na obra <em>Dom Quixote</em> e com Lima Barreto, na obra <em>Triste fim de Policarpo Quaresma</em>. Busca-se, na confluência entre esses três vultos históricos, analisar o caráter heroico e idealista, o espírito ufanista, bem como as questões de denúncias sociais que permeiam a trajetória dos mesmos.</p> Wilson Sandano Sâmara Rodrigues de Ataíde ##submission.copyrightStatement## 2018-12-20 2018-12-20 20 3 779 798 10.22483/2177-5796.2018v20n3p779-798 Impressões e impactos do livro: http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3376 Carlos Eduardo Xavier ##submission.copyrightStatement## 2018-12-20 2018-12-20 20 3 799 802 Uma clareira no bosque: http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3296 Cristiane Guimarães ##submission.copyrightStatement## 2018-12-20 2018-12-20 20 3 803 806