A narrativas dos peregrinos a Santiago de Compostela: uma análise comunicacional

Autores

  • Valdinei Trombini

Resumo

O objetivo geral desta dissertação é a análise das narrativas feitas pelos Peregrinos sobre o Caminho de Santiago de Compostela. A problemática central é descrever e analisar como esses peregrinos constroem as suas narrativas e identidades no mundo atual, tendo em vista a relação com a questão comunicacional. A partir daí pergunta-se o que é narrar? Por que narrar? De que modo as narrativas dos peregrinos dão sentido à experiência vivida no caminho? Parte-se do pressuposto de que o caminho, para a maioria dos peregrinos, apoia-se na busca do autoconhecimento. A fundamentação teórica se dá a partir da discussão elencada por Stuart Hall sobre o conceito de identidade e no conceito de reflexibilidade trabalhado por Anthony Giddens e também sobre as narrativas de Walter Benjamin. Sandra de Sá Carneiro é outra autora sobre a qual este trabalho se fundamenta. Sua interpretação da peregrinação é a de um fenômeno no qual ao mesmo tempo em que se sustenta numa tradição de longa duração, assume um caráter atual – “novo” – mediante vários tipos de apropriações e (re) significações que os agentes e agências envolvidas no fenômeno da peregrinação a Santiago
de Compostela dão às suas ações, performances e usos, assim como atribuições (e disputas) de sentidos em torno das narrativas referentes ao Caminho e à peregrinação. Com a finalidade de compreender as diversas dimensões que envolvem esta peregrinação na sociedade contemporânea, realizamos a pesquisa utilizando o método qualitativo, buscando destacar os sentidos das narrativas dos peregrinos. Também foi realizada uma pesquisa quantitativa visando traçar um perfil dos peregrinos a partir de dados estatísticos obtidos nas entrevistas
antes do recebimento da Compostela. Além disso, lançamos mão de pesquisas em sites de associações, comunidades de peregrinos e relatos de peregrinos. Utilizamos análise de narrativas como metodologia para a compreensão das narrativas feitas pelos peregrinos e disponibilizadas por eles nos sites das associações. Concluímos que a necessidade de se narrar o que se vivenciou no caminho para muitos peregrinos relaciona-se com a busca de um sentido para o seu autoconhecimento, não apenas experimentado e vivido com a peregrinação, como também relatado em narrativas que conferem um ordenamento reflexivo ao indivíduo.

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Publicado

2013-12-20

Como Citar

Trombini, V. (2013). A narrativas dos peregrinos a Santiago de Compostela: uma análise comunicacional. Tríade: Revista De Comunicação, Cultura E Mídia, 1(2). Recuperado de http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/triade/article/view/1786

Edição

Seção

DISSERTAÇÕES