Um brinde à inteligência artificial (ou talvez não)
Resumo
Do puro entusiasmo à cautela desconfiada, a emergência das IAs generativas desperta reações mistas. De um lado, há quem as compreenda como ferramentas valiosas, cuja incorporação rápida aos mais variados processos — da arte à educação, da pesquisa científica à governança — parece não apenas desejável, mas inevitável. Do outro lado, há quem questione seriamente os riscos de uma incorporação tão apressada, demandando prudência e reflexão coletiva sobre os dilemas inerentes ao seu uso. Numa universidade, é fundamental que haja espaço para vozes alocadas em ambos os lados desse espectro: daqueles interessados na experimentação prática, que intencionam redesenhar os limites técnicos dessas ferramentas e inventar novas aplicações para a tecnologia, e daqueles preocupados com uma reflexão crítica, que buscam ponderar suas consequências. Acadêmicos de diversas áreas do conhecimento, internos e externos à Universidade de Sorocaba, discutem essas questões, não com o objetivo de frear ou demonizar o progresso tecnológico, mas de oferecer um contraponto essencial à empolgação inicial que cerca esta nova onda de IAs. Ao colocar entusiasmo e ceticismo em diálogo, a universidade assume um papel de salvaguarda, prevenindo os riscos que surgem quando a inovação avança mais rápido do que nossa capacidade coletiva de pensar sobre ela.
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