Assistir para sentir

O potencial do cinema como estratégia de educação ambiental

Autores

  • Mara Rovida

Resumo

A pequena toalha branca é torcida com cuidado, assim que emerge da bacia metálica onde há um pouco d’água. A mão envelhecida esfrega levemente os pés e os tornozelos fortes e inertes de um Geraldo (Edison Raigosa) já sem vida; é seu pai, Alfonso (Haimer Leal), quem o prepara para o destino final. Alicia (Hilda Ruiz), a mãe, está ao lado, sentada na mesma cama onde Geraldo pode ser visto, agora, sem agonizar. Não sabemos quanto tempo ele esteve recluso e respirando com dificuldade nesse quarto fechado e mal protegido da poeira provocada pelas queimadas dos canaviais. Geraldo deixou o pequeno Manoel (José Felipe Cárdenas) de seis anos e a esposa Esperanza (Marleyda Soto). A cena é parte do clímax do filme “Terra e Sombra” — no original, “La Tierra y la sombra” —, do diretor colombiano César Augusto Acevedo; o drama venceu o Caméra D’Or de 2015.

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Publicado

2025-12-05

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Assistir para sentir: O potencial do cinema como estratégia de educação ambiental. Uniso Ciência, Sorocaba, SP, v. 8, n. 16, p. 30–43, 2025. Disponível em: https://periodicos.uniso.br/ciencia/article/view/6164. Acesso em: 21 ago. 2026.