O que o mundo pode aprender com os satoyama e as florestas sagradas do Japão?
Palavras-chave:
satoyama, florestas sagradas, sustentabilidade.Resumo
O artigo apresenta uma reflexão sobre as paisagens satoyama e as florestas sagradas do Japão, analisando suas contribuições para a sustentabilidade, a conservação da biodiversidade e a relação entre sociedade e natureza. A partir de experiências japonesas, como a floresta experimental da Kyoto University of Advanced Science (KUAS), a Iniciativa Satoyama e as chinju no mori, o texto discute formas tradicionais e contemporâneas de manejo ambiental que integram práticas culturais, saberes tradicionais, serviços ecossistêmicos e conservação ecológica. As paisagens satoyama são caracterizadas como mosaicos socioecológicos produtivos, nos quais a presença humana, quando orientada por práticas sustentáveis, pode favorecer a manutenção da biodiversidade. Já as florestas sagradas, associadas ao xintoísmo, evidenciam a dimensão cultural e espiritual da preservação ambiental. O artigo também relaciona essas experiências a iniciativas de restauração ecológica e cinturões verdes, indicando que a conservação de paisagens envolve não apenas aspectos técnicos, mas também vínculos históricos, culturais e simbólicos entre os seres humanos e a terra.
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