O que o mundo pode aprender com os satoyama e as florestas sagradas do Japão?

Autores

Palavras-chave:

satoyama, florestas sagradas, sustentabilidade.

Resumo

O artigo apresenta uma reflexão sobre as paisagens satoyama e as florestas sagradas do Japão, analisando suas contribuições para a sustentabilidade, a conservação da biodiversidade e a relação entre sociedade e natureza. A partir de experiências japonesas, como a floresta experimental da Kyoto University of Advanced Science (KUAS), a Iniciativa Satoyama e as chinju no mori, o texto discute formas tradicionais e contemporâneas de manejo ambiental que integram práticas culturais, saberes tradicionais, serviços ecossistêmicos e conservação ecológica. As paisagens satoyama são caracterizadas como mosaicos socioecológicos produtivos, nos quais a presença humana, quando orientada por práticas sustentáveis, pode favorecer a manutenção da biodiversidade. Já as florestas sagradas, associadas ao xintoísmo, evidenciam a dimensão cultural e espiritual da preservação ambiental. O artigo também relaciona essas experiências a iniciativas de restauração ecológica e cinturões verdes, indicando que a conservação de paisagens envolve não apenas aspectos técnicos, mas também vínculos históricos, culturais e simbólicos entre os seres humanos e a terra.

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Biografia do Autor

  • Guilherme Augusto Caruso Profeta, Universidade de Sorocaba (Uniso)

    Guilherme Profeta é pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP), tendo concluído sua pesquisa na Divisão de Difusão Cultural do Museu de Zoologia da USP (MZUSP). É doutor em Educação pela Universidade de Sorocaba (Uniso), mestre em Divulgação Científica e Cultural (Linguística) pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), especialista em Gestão Estratégica pela Uniso e bacharel em Comunicação Social: Jornalismo também pela Uniso. O fio condutor que perpassa sua formação e sua pesquisa é a divulgação científica (e mais especificamente o jornalismo científico) na condição de educação informal, bem como suas interfaces com a educação escolar. Atua como professor nos programas de pós-graduação em Educação (PPGE) e Comunicação e Cultura (PPGCC) da Uniso. No passado, atuou como coordenador de produção editorial e gerente de comunicação corporativa da Acesso Comunicação. É autor do livro-reportagem em quadrinhos Projeto Hibakusha, publicado em 2020 na ocasião dos 75 anos do bombardeio atômico de Hiroshima, que faz parte do acervo do Museu Memorial da Paz (Hiroshima Peace Memorial Museum), no Japão. Foi um dos dois autores internacionais selecionados para a coletânea Cow Creek Review de 2009/2010, publicada pela Pittsburg State University, nos EUA. É um dos jornalistas à frente do projeto de divulgação científica Uniso Ciência/Science @ Uniso, que vem gerando publicações contínuas desde 2017.

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Publicado

2026-06-19

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Artigos

Como Citar

CARUSO PROFETA, Guilherme Augusto. O que o mundo pode aprender com os satoyama e as florestas sagradas do Japão?. Uniso Ciência, Sorocaba, SP, v. 9, n. 17, p. 40–89, 2026. Disponível em: https://periodicos.uniso.br/ciencia/article/view/6358. Acesso em: 7 jul. 2026.