“Todos os relatos doem em quem lê”

narrativas quase anônimas de uma travesti marginal no Facebook

Autores

  • Alisson Machado Universidade Federal de Santa Maria
  • Sandra Rubia da Silva UFSM

DOI:

https://doi.org/10.22484/2318-5694.2017v5n10p33%20-.48

Resumo

O artigo apresenta uma reflexão sobre a construção discursiva e interacional de práticas, saberes e contextos de vida marginalizados, que ganham uma versão pública, discutível e reconhecível nos ambientes de interação das redes sociais digitais. Através dos conteúdos postados e das interações observadas na página Travesti Marginal, no Facebook, o artigo interpreta as dinâmicas e as conjunturas de significados ali estabelecidos, pensando a forma como a intimidade, a marginalidade e a subalternidade dos contextos de vida das prostitutas travestis assumem uma dimensão pública nas dinâmicas dos compartilhamentos. As interações consolidam-se como um espaço de discussão e resistência frente às formas de opressão e violência a que as travestis são submetidas. A pesquisa aponta para as redes de apoio e solidariedade e para as formas de subjetivação que se estabelecem nessas interações, mobilizadas pelas violências e pelo sofrimento que caracterizam a maioria das postagens. Além disso, faz-se uma reflexão sobre como a experiência pessoal das travestis autoriza essa produção discursiva, calcada na noção de experiência como ato cognitivo, ao mesmo tempo em que interdita a articulação de outras temáticas. 

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Biografia do Autor

Alisson Machado, Universidade Federal de Santa Maria

Doutorando em Comunicação, pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação, da Universidade Federal de Santa Maria (POSCOM, UFSM).

Sandra Rubia da Silva, UFSM

Doutora em Antropologia Social, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora do Departamento de Ciências da Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Publicado

2017-12-11

Como Citar

Machado, A., & da Silva, S. R. (2017). “Todos os relatos doem em quem lê”: narrativas quase anônimas de uma travesti marginal no Facebook. Tríade: Comunicação, Cultura E Mídia, 5(10). https://doi.org/10.22484/2318-5694.2017v5n10p33 -.48