Com quantas hashtags se constrói um movimento?

O que nos diz a “Primavera Feminista” brasileira.

  • Josemira Silva Reis Poscom/UFBA
  • Graciela Natansohn Programa de pós-graduação em comunicação e cultura contemporâneas /Universidade Federal da Bahia – UFBA

Resumo

Em 2015, várias pautas feministas tomaram visibilidade nos espaços digitais brasileiros de sociabilidade, quando milhões de hashtags chamaram a atenção para questões como feminicídio, assédio sexual, criminalização do aborto, entre outros dilemas sociais que afetam as mulheres no país. De acordo com o Google Trends, campanhas como #primeiroassedio, #meumigosecreto e #mulherescontracunha tiveram mais de 11 milhões de buscas naquele ano. E termos como "feminismo" e "empoderamento feminino" tiveram, respectivamente, suas pesquisas aumentadas em 86,7% e 354,5% neste mesmo buscador. Este trabalho almeja refletir sobre as novas expressões dos feminismos a partir da popularização das Tecnologias de Informação Comunicação (TIC) no Brasil, bem como identificar as tensões que decorrem desse processo. O procedimento metodológico envolveu a análise temática das principais campanhas feministas indexadas por hashtags entre 2015 e o primeiro semestre de 2016. Os resultados mostram que as campanhas focadas na discussão da violência contra as mulheres, especialmente a violência sexual, foram as que mais alcançaram visibilidade durante o período de investigação.


Palavras-chave: Primavera das Mulheres. Ciberfeminismos. Hashtags feministas. Mulheres e TICs.


 


 

Publicado
Dez 8, 2017
Como Citar
REIS, Josemira Silva; NATANSOHN, Graciela. Com quantas hashtags se constrói um movimento?. Tríade - Revista de Comunicação, Cultura e Mídia, [S.l.], v. 5, n. 10, p. p. 113 - p.130, dez. 2017. ISSN 2318-5694. Disponível em: <http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/triade/article/view/3096>. Acesso em: 23 jan. 2018. doi: http://dx.doi.org/10.22484/2318-5694.2017v5n10pp. 113 - p.130.