Com quantas hashtags se constrói um movimento?

O que nos diz a “Primavera Feminista” brasileira.

Autores

  • Josemira Silva Reis Poscom/UFBA
  • Graciela Natansohn Programa de pós-graduação em comunicação e cultura contemporâneas /Universidade Federal da Bahia – UFBA

DOI:

https://doi.org/10.22484/2318-5694.2017v5n10p113%20-130

Resumo

Em 2015, várias pautas feministas tomaram visibilidade nos espaços digitais brasileiros de sociabilidade, quando milhões de hashtags chamaram a atenção para questões como feminicídio, assédio sexual, criminalização do aborto, entre outros dilemas sociais que afetam as mulheres no país. De acordo com o Google Trends, campanhas como #primeiroassedio, #meumigosecreto e #mulherescontracunha tiveram mais de 11 milhões de buscas naquele ano. E termos como "feminismo" e "empoderamento feminino" tiveram, respectivamente, suas pesquisas aumentadas em 86,7% e 354,5% neste mesmo buscador. Este trabalho almeja refletir sobre as novas expressões dos feminismos a partir da popularização das Tecnologias de Informação Comunicação (TIC) no Brasil, bem como identificar as tensões que decorrem desse processo. O procedimento metodológico envolveu a análise temática das principais campanhas feministas indexadas por hashtags entre 2015 e o primeiro semestre de 2016. Os resultados mostram que as campanhas focadas na discussão da violência contra as mulheres, especialmente a violência sexual, foram as que mais alcançaram visibilidade durante o período de investigação.

Palavras-chave: Primavera das Mulheres. Ciberfeminismos. Hashtags feministas. Mulheres e TICs.

 

 

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Biografia do Autor

Josemira Silva Reis, Poscom/UFBA

Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom/UFBA). Participa do Grupo de Pesquisa em Gênero, Tecnologias Digitais e Cultura (GIG@ / UFBA)

Graciela Natansohn, Programa de pós-graduação em comunicação e cultura contemporâneas /Universidade Federal da Bahia – UFBA

Graciela Natansohn é jornalista, formada em Argentina (UNLP), onde nasceu. Fez  mestrado e doutorado em Comunicação e Cultura Contemporânea na UFBA. É professora na Faculdade de Comunicação e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea da UFBA, onde ensina Jornalismo impresso, ciberjornalismo, feminismo, estudos culturais. Realiza trabalho de extensão em audiovisual e gênero, no projeto Mulher Olho de Peixe, com marisqueiras e pescadoras do Recôncavo Baiano.

 

Publicado

2017-12-08

Como Citar

Reis, J. S., & Natansohn, G. (2017). Com quantas hashtags se constrói um movimento? O que nos diz a “Primavera Feminista” brasileira. Tríade: Comunicação, Cultura E Mídia, 5(10). https://doi.org/10.22484/2318-5694.2017v5n10p113 -130