Ídolos de uma decadência perversa

melodrama, frivolidade e o semblante da melancolia na (des)construção de ícones midiáticos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22484/2318-5694.2020v8n17p66-92

Resumo

Neste artigo, travamos um debate em torno do que definimos como decadência ou ontologia de uma perversidade midiática dentro da cultura pop, por meio da análise de quatro personagens (ou ícones). São eles: Norma Desmond (Crepúsculo dos Deuses, filme de 1950), Toni Roy Show (conto de João Antônio), BoJack Horseman (personagem da série homônima de 2014) e a cantora Lana Del Rey, com seu videoclipe Blue Velvet. Trabalhamos a ideia de que os personagens são exemplos de um mesmo sufocamento, que torna autômato e hermético um processo de fabricação e destruição de ícones midiáticos. Orquestramos metodologicamente tais questões por meio de três categorias analíticas (melodrama, frivolidade e semblante da melancolia), que nos levam a perceber o funcionamento dessa decadência, símbolo de operação do pop.

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Biografia do Autor

William David Vieira, Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP

Doutorando em Comunicação Social pela UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre em Comunicação pela UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto. Pesquisador do Grupo de Pesquisa 'Quintais: cultura da mídia, arte e política' (CNPq-UFOP).

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Publicado

2020-07-01

Como Citar

Coração, C. R., & Vieira, W. D. (2020). Ídolos de uma decadência perversa: melodrama, frivolidade e o semblante da melancolia na (des)construção de ícones midiáticos. Tríade: Revista De Comunicação, Cultura E Mídia, 8(17), 66-92. https://doi.org/10.22484/2318-5694.2020v8n17p66-92

Edição

Seção

ARTIGOS - Outras Perspectivas

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