Identidade de Gênero

Percursos De Resistência No Trabalho Tido Como Masculino

  • Julice Salvagni Unisinos
  • Marília Veríssimo Veronese Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • Marina Guerin Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Resumo

O presente artigo põe-se a pensar como o corpo e o gênero no trabalho podem impulsionar transgressões por meio das performances. O gênero é entendido como categoria social central para a formação identitária, assim, a identidade de gênero diz respeito às simbologias e espaços que são referentes ao sexo biológico, tendo no corpo um papel de marcação das atribuições normativas. O corpo se torna uma extensão do gênero e é pensado como um constructo individual, coletivo e social, diretamente relacionado em seu sentido biológico e material. A relação entre corpo e gênero é central na análise das performances e as vivências das mulheres trabalhadoras, já que descortina importantes relações de poder e dominação. Esta pesquisa qualitativa de estudo de casos múltiplos, coletou entrevistas individuais e utilizou-se a análise de discurso como método de produção de sentidos enfatizando uma abordagem de cunho semântico. Resultados indicam que as mulheres costumam representar o que elas mesmas chamam de ‘personagem masculino’, o que compreende uma gama de comportamentos e expressões vinculadas ao universo simbólico do homem, que vão desde a roupa usada no horário de trabalho, até a forma de abordar determinados assuntos. Assim, elas propositalmente encenam outra forma de se relacionar com aquele espaço de trabalho em uma busca de aceitação, rompendo o estigma de que a mulher é frágil e incapaz.

Publicado
Dez 11, 2017
Como Citar
SALVAGNI, Julice; VERONESE, Marília Veríssimo; GUERIN, Marina. Identidade de Gênero. Tríade - Revista de Comunicação, Cultura e Mídia, [S.l.], v. 5, n. 10, p. p. 162- p.178, dez. 2017. ISSN 2318-5694. Disponível em: <http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/triade/article/view/3067>. Acesso em: 23 jan. 2018. doi: http://dx.doi.org/10.22484/2318-5694.2017v5n10pp. 162- p.178.