A cidade imaginada, projetada e consumida:

estetização e política do espaço público

Palavras-chave: Comunicação e consumo, Cidade, Estética, Heterotopias

Resumo

O interesse pela cidade não é novo. Diferentes campos do saber aportam luz sobre algum aspecto de sua complexa e dinâmica natureza. Neste artigo, abordamos a cidade a partir dos estudos de comunicação e consumo, especialmente às dinâmicas socioculturais vinculadas à experiência estética. Para tanto, tomamos como objeto os discursos acerca das ‘cidades privadas’ e buscamos refletir sobre essa nova racionalidade do espaço urbano a partir do conceito de topos (lugar). Assim, nosso percurso desagua nos estudos de Rancière (estética) e Foucault (heterotopias), que colocam em relação sujeito/objeto e palavras/coisas, aspectos próprios da ação política manifestos nos discursos sobre ‘cidades privadas’. 

Biografia do Autor

Adriana Lima de Oliveira, PPGCOM ESPM SP

Doutoranda em Comunicação e Práticas de Consumo pelo Programa de Pós Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM-SP. PPGCOM-ESPM |SP . 

Tania Márcia Cezar Hoff, PPGCOM ESPM SP

Pós doutora pelo Programa de Estudos Pós Graduados em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Doutora em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo [FFLCH-USP]. Coordenadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM. PPGCOM-ESPM |SP. 

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Publicado
2019-04-22
Como Citar
Oliveira, A., & Hoff, T. (2019). A cidade imaginada, projetada e consumida:. Tríade: Comunicação, Cultura E Mídia, 7(14), 121-143. https://doi.org/10.22484/2318-5694.2019v7n14p121-143