Da função sígnica ao idioleto fílmico

aproximações da teoria umbertiana ao cinema

Palavras-chave: Idioleto, Cinema, Semiótica umbertiana, Interpretação

Resumo

O presente artigo está voltado à questão do “idioleto” estético tal como definido no âmbito da semiótica de Umberto Eco, em que se constitui como código próprio a uma obra de arte e contrapartida interpretativa de um destinatário competente. Nesse sentido, debruça-se sobre o idioleto fílmico, partindo em busca dos elementos expressivos, inclusive sonoros e visuais, que participam dessa complexa construção no campo da sétima arte. Trata-se de estender ao cinema os aportes da teoria umbertiana da interpretação estética.

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Biografia do Autor

Leda Tenório da Motta, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Pesquisador do CNPq Nível 1.  Líder do Grupo de Pesquisa “Palavra e Imagem em Representação" no PPGCOS/PUC/CNPq. Pesquisador associado ao Reseau International Roland Barthes. Membro do grupo de pesquisa em Humanidades e Mundo Contemporâneo à testa do projeto ?Aceleração do Tempo e Pós-Democracia- Violência e Comunicação? no Instituto de Estudos Avançados da USP. Possui graduação em Letras Modernas pela Universidade de São Paulo (1972), mestrado em Semiologia Literária pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1978) e doutorado em Semiologia Literária pela Université de Paris VII (1983). Fez pós-doutorados na Université de Paris VII (1986-1988) e no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1995-1997), sobre Celine e Francis Ponge. Estudou com Roland Barthes, Gérard Genette e Julia Kristeva. É hoje professor assistente doutor do quadro de carreira do PEPGCS/PUC/SP, onde vem se dedicando aos objetos da comunicação, entendidos como fatos de linguagem e à psicanálise dos discursos midiáticos. Sob o amparo do CNPq,especializou-se nas relações de Lacan com as vanguardas.Realiza pesquisa sobre as relações entre as literaturas de vanguarda e as infopoéticas e hipertextos contemporâneos e sobre a questão dos paradigmas da crítica, inclusive, da crítIca cultural. Nesse âmbito, publicou um balanço internacional da obra de Haroldo de Campos e o primeiro estudo de fôlego sobre a obra de Roland Barthes a sair no Brasil. Dedica-se ultimamente às relações entre a revolução crítica dos Cahiers du Cinéma e a nouvelle critique.

Referências

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Publicado
2019-12-20
Como Citar
de Carvalho, C. M., & da Motta, L. T. (2019). Da função sígnica ao idioleto fílmico: aproximações da teoria umbertiana ao cinema. Tríade: Comunicação, Cultura E Mídia, 7(16), 31-53. https://doi.org/10.22484/2318-5694.2019v7n16p31-53