A vida nua e feminismos

notas sobre o filme Deus é mulher e seu nome é Petúnia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22484/2318-5694.2021v9n21p5-23

Resumo

A intenção deste texto é de analisar o filme Deus é mulher e seu nome é Petúnia tendo como referência teorias feministas, levando em consideração o conceito de homo sacer, desenvolvido por Giorgio Agamben. Para o autor, esse conceito se caracteriza pela vida que, mesmo sendo sagrada, pode ser eliminada sem causar dolo, responsabilidade ou culpa. O filme em tela mostra a personagem Petúnia que desafiou as práticas religiosas na intenção de ter uma outra condição de vida, assim, sua existência poderia ser aniquilada pelas práticas da biopolítica e pela destruição do espaço público e político.

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Biografia do Autor

Muriel Emídio Pessoa do Amaral, Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp/Bauru), Universidade Norte do Paraná (Unopar)

Pós-doutorando em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), bolsista Capes. Doutor e Mestre em Comunicação Midiática pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp/Bauru), doutorado sanduíche em Estudos Culturais pela Universidade de Aveiro (Portugal).

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Publicado

2021-08-24

Como Citar

Amaral, M. E. P. do. (2021). A vida nua e feminismos: notas sobre o filme Deus é mulher e seu nome é Petúnia. Tríade: Comunicação, Cultura E Mídia, 9(21), 5–23. https://doi.org/10.22484/2318-5694.2021v9n21p5-23

Edição

Seção

ARTIGOS - Outras Perspectivas