Imagens virtuais

ilusão e sedução

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22484/2318-5694.2022v10id5108

Palavras-chave:

imagens virtuais, ilusão, sedução

Resumo

O cinema, desde seu início, criou ilusões que incentivaram sonhos como a Viagem à Lua, de Georges Méliès. O surrealismo e outros “ismos” também contemplaram possibilidades de imagens ilusórias e sedutoras, com montagens experimentais.  Contudo, foi com a passagem do analógico ao digital que as tecnologias de inovação encontraram novas maneiras de seduzir espectadores com seus hologramas, seu uso de VR e AR e suas plataformas com avatares e óculos 3D. Os celulares também evoluíram e passaram a criar imagens diferenciadas em curtas e longas, incentivando festivais que exibem seus produtos.  Este texto pretende construir um diálogo entre imagens, desde Méliès, passando pelos “ismos” e pelas concepções sobre a possível morte do cinema com a chegada da televisão e especialmente do digital, argumentando que a tecnologia possibilitou um cinema expandido, tanto na produção como na recepção. Dois temas serão enfatizados: imagens virtuais e imagens produzidas por celulares: o que ver e como ver.

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Publicado

29-12-2022

Como Citar

LAMBACH, C.; ARAUJO, D. Imagens virtuais : ilusão e sedução. Tríade: Comunicação, Cultura e Mídia, Sorocaba, SP, v. 10, n. 23, p. e022022, 2022. DOI: 10.22484/2318-5694.2022v10id5108. Disponível em: https://periodicos.uniso.br/triade/article/view/5108. Acesso em: 5 fev. 2023.

Edição

Seção

ARTIGOS - OUTRAS PERSPECTIVAS