A inteligência artificial como dispositivo geopolítico
colonialidade digital, soberania informacional e os impactos no sul global
DOI:
https://doi.org/10.22484/2318-5694.2026v14id5790Palavras-chave:
Inteligência Artificial, geopolítica, colonialidade digital, sul global, capitalismo de vigilânciaResumo
Este artigo analisa a disputa geopolítica pela hegemonia na inteligência artificial (IA) como uma infraestrutura de poder que reconfigura dinâmicas globais de soberania, produção de conhecimento e subjetividade. Partindo de uma abordagem crítica, examina os modelos sociotécnicos em disputa — o capitalismo de vigilância estadunidense e a governança algorítmica estatal chinesa — e seus impactos assimétricos no Sul Global. Metodologicamente, articula a economia política da comunicação, estudos decoloniais e sociologia da tecnologia para revelar como a IA opera como mecanismo de colonialidade digital, extrativismo de dados e dominação epistêmica. Os resultados demonstram que, embora os modelos de China e EUA difiram institucionalmente, ambos reproduzem lógicas coloniais, relegando o Sul Global à posição de fornecedor de dados, consumidor de tecnologias e território de experimentação. Conclui-se que a IA é não apenas uma ferramenta tecnológica, mas um projeto civilizatório em disputa, cujos rumos exigem a inclusão de epistemologias periféricas e contra-regulações insurgentes.
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Copyright (c) 2025 Tiago Negrão Andrade, Maria Cristina Gobbi

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