Comunicação pedagógica para a Educação das Relações Étnico-Raciais e desfolclorização curricular na Educação Básica
DOI:
https://doi.org/10.22484/2318-5694.2025v13id5855Palavras-chave:
comunicação pedagógica; currículo; desfolclorização.Resumo
Este artigo analisa a relação entre a comunicação pedagógica voltada à Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) e a desfolclorização do currículo, investigando de que modo essa articulação tensiona práticas docentes e estruturas curriculares na Educação Básica brasileira. Parte-se da pergunta: a desfolclorização dos currículos favorece uma educação antirracista? A pesquisa, de delineamento qualitativo, ancorou-se em entrevistas narrativas com docentes do Ensino Fundamental, fundamentando-se na abordagem de Jovchelovitch e Bauer (2002). O referencial teórico mobiliza autores como Sodré, ao problematizar a ambiguidade comunicacional herdada da lógica escravista; Gonzalez, ao denunciar o tratamento folclorizado das culturas africanas e indígenas; Bernstein, ao discutir o discurso pedagógico nas dimensões instrucional e regulativa; além de Santomé e Lopes e Macedo, que compreendem o currículo como território de disputa cultural. Os resultados, construídos a partir de pesquisa de mestrado (2022), indicam que a desfolclorização, quando mediada por uma comunicação pedagógica insurgente, rompe estereótipos, amplia repertórios e legitima saberes historicamente marginalizados. Conclui-se que tal perspectiva fortalece a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a ERER, consolidando a desfolclorização como condição necessária para uma educação antirracista, plural e comprometida com a justiça epistêmica.
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Copyright (c) 2026 Adilene Ferreira Carvalho Cavalheiro, Rosa Aparecida Pinheiro

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