Humano versus não-humano em representações da natureza no Antropoceno
microensaio e entrevista com a ilustradora holandesa Iris Compiet
DOI:
https://doi.org/10.22484/2318-5694.2026v14id6108Palavras-chave:
arte, representações da natureza, AntropocenoResumo
O Antropoceno é uma era de instabilidade ambiental, decorrente de um pacto social estabelecido na modernidade que exclui a natureza como entidade detentora de direitos. Existem, contudo, outras representações possíveis para a natureza, que constituem linhas de fuga em relação a esse pacto social. Instituições que mantêm florestas experimentais criam condições privilegiadas para atividades de aprendizagem ao ar livre, podendo contribuir para processos de educação ambiental alinhados ao estabelecimento desses contratos sociais alternativos. Propõe-se, neste texto, um projeto de extensão intitulado “A sala de aula é a floresta”, que consiste basicamente em workshops artísticos conduzidos numa floresta experimental universitária. A título de material de apoio a ser utilizado nesse projeto, o texto inclui uma entrevista com a ilustradora holandesa Iris Compiet, conhecida por sua arte inspirada pela natureza. Nessa entrevista, ela comenta sobre seu processo criativo, defendendo uma arte essencialmente autoral, que considere mais o processo do que somente o resultado — sem se utilizar de Inteligências Artificiais generativas —, por meio de materiais e técnicas tradicionais (especialmente a aquarela). As fadas e outras criaturas mágicas que constituem o tema principal de sua arte representam posturas de respeito, integração e contemplação em relação à natureza, posturas essas que vêm se perdendo em sociedades radicadas em ambientes urbanos.
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