Humano versus não-humano em representações da natureza no Antropoceno

microensaio e entrevista com a ilustradora holandesa Iris Compiet

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22484/2318-5694.2026v14id6108

Palavras-chave:

arte, representações da natureza, Antropoceno

Resumo

O Antropoceno é uma era de instabilidade ambiental, decorrente de um pacto social estabelecido na modernidade que exclui a natureza como entidade detentora de direitos. Existem, contudo, outras representações possíveis para a natureza, que constituem linhas de fuga em relação a esse pacto social. Instituições que mantêm florestas experimentais criam condições privilegiadas para atividades de aprendizagem ao ar livre, podendo contribuir para processos de educação ambiental alinhados ao estabelecimento desses contratos sociais alternativos. Propõe-se, neste texto, um projeto de extensão intitulado “A sala de aula é a floresta”, que consiste basicamente em workshops artísticos conduzidos numa floresta experimental universitária. A título de material de apoio a ser utilizado nesse projeto, o texto inclui uma entrevista com a ilustradora holandesa Iris Compiet, conhecida por sua arte inspirada pela natureza. Nessa entrevista, ela comenta sobre seu processo criativo, defendendo uma arte essencialmente autoral, que considere mais o processo do que somente o resultado — sem se utilizar de Inteligências Artificiais generativas —, por meio de materiais e técnicas tradicionais (especialmente a aquarela). As fadas e outras criaturas mágicas que constituem o tema principal de sua arte representam posturas de respeito, integração e contemplação em relação à natureza, posturas essas que vêm se perdendo em sociedades radicadas em ambientes urbanos.

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Biografia do Autor

  • Guilherme Profeta, Programas de Pós-graduação em Educação (PPGE) e Comunicação e Cultura (PPGCC) da Universidade de Sorocaba (Uniso)

    Guilherme Profeta é pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP), tendo concluído sua pesquisa na Divisão de Difusão Cultural do Museu de Zoologia da USP (MZUSP). É doutor em Educação pela Universidade de Sorocaba (Uniso), mestre em Divulgação Científica e Cultural (Linguística) pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), especialista em Gestão Estratégica pela Uniso e bacharel em Comunicação Social: Jornalismo também pela Uniso. O fio condutor que perpassa sua formação e sua pesquisa é a divulgação científica (e mais especificamente o jornalismo científico) na condição de educação informal, bem como suas interfaces com a educação escolar. Atua como professor nos programas de pós-graduação em Educação (PPGE) e Comunicação e Cultura (PPGCC) da Uniso. No passado, atuou como coordenador de produção editorial e gerente de comunicação corporativa da Acesso Comunicação. É autor do livro-reportagem em quadrinhos Projeto Hibakusha, publicado em 2020 na ocasião dos 75 anos do bombardeio atômico de Hiroshima, que faz parte do acervo do Museu Memorial da Paz (Hiroshima Peace Memorial Museum), no Japão. Foi um dos dois autores internacionais selecionados para a coletânea Cow Creek Review de 2009/2010, publicada pela Pittsburg State University, nos EUA. É um dos jornalistas à frente do projeto de divulgação científica Uniso Ciência/Science @ Uniso, que vem gerando publicações contínuas desde 2017.

Publicado

06-02-2026

Edição

Seção

Dossiê - Geografias da Comunicação: atualizações no mundo contemporâneo da comunicação

Como Citar

Humano versus não-humano em representações da natureza no Antropoceno: microensaio e entrevista com a ilustradora holandesa Iris Compiet. Tríade: Comunicação, Cultura e Mídia, Sorocaba, SP, v. 14, n. 27, p. e026002, 2026. DOI: 10.22484/2318-5694.2026v14id6108. Disponível em: https://periodicos.uniso.br/triade/article/view/6108. Acesso em: 12 fev. 2026.