Cotidiano, hibridismo e economia política da imagem
o filme publicitário nos primórdios do cinema
DOI:
https://doi.org/10.22484/2318-5694.2026v14id6124Palavras-chave:
economia política da imagem, hibridismo cultural, primeiro cinemaResumo
Este artigo investiga a inserção do filme publicitário na constituição do campo cinematográfico (do proto-cinema ao primeiro cinema-1880-1915), problematizando sua função na economia política da imagem em movimento. A partir da análise de obras de Georges Méliès, Thomas Edison e de dispositivos pré-cinematográficos como o flipbook, examina-se como a publicidade fílmica operou como estratégia de capitalização simbólica e material do novo medium. Recorre-se aos conceitos de hibridismo cultural (Canclini, 2008; Burke, 2003), experiência estética do cotidiano (Benjamin, 1994) e apropriação de tecnologias (Chartier, 1990) para analisar as tensões entre entretenimento, mercantilização e construção de subjetividades consumistas no primeiro cinema. Argumenta-se que o filme publicitário não constitui mero subproduto ou "pré-história" do cinema narrativo, mas dispositivo privilegiado para compreender as articulações entre indústria cultural, modernidade e transformações do olhar.
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