Espacialidade ornamental como dispositivo de inquietação
o cinema de Dario Argento e a Art Nouveau
DOI:
https://doi.org/10.22484/2318-5694.2026v14id6363Palavras-chave:
direção de arte, Art Nouveau, Dario ArgentoResumo
A produção cinematográfica estabelece um diálogo constante com outras artes e movimentos estéticos. Entre esses movimentos, o Art Nouveau permanece relativamente pouco explorado pelos estudos de cinema. Surgido na Europa no final do século XIX, esse movimento difundiu-se por diversos países e caracteriza-se pelo uso de linhas sinuosas, formas orgânicas e elementos decorativos inspirados na natureza. A presença dessa estética pode ser identificada de diferentes maneiras em determinadas obras cinematográficas, especialmente no cinema fantástico e, de modo particular, no gênero de terror. Nesse contexto, a direção de arte desempenha um papel fundamental na construção visual das atmosferas narrativas. Este estudo investiga a relação entre a estética da Art Nouveau e a direção de arte no cinema de terror, com foco nos longas-metragens Profondo Rosso (1975) e Suspiria (1977), dirigidos por Dario Argento. Além da escassez de pesquisas que abordem a relação entre cinema e Art Nouveau, observa-se também que a direção de arte cinematográfica ainda constitui um campo relativamente pouco explorado nos estudos fílmicos. A pesquisa baseia-se em revisão de literatura e análise fílmica, buscando identificar de que maneira elementos associados à estética da Art Nouveau contribuem para a construção da atmosfera inquietante que caracteriza essas obras. A análise demonstra que a espacialidade ornamental presente nos cenários desempenha papel significativo na elaboração do universo visual e simbólico desses filmes, atuando como um dispositivo estético de inquietação.
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