Reflexões sobre o ensino da língua escrita em tempos de ampliação da escolarização obrigatória

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22483/2177-5796.2019v21n3p901-919

Resumo

No contexto de progressiva democratização da escolarização obrigatória brasileira, envolvendo a ampliação do ensino fundamental e a reorganização da educação infantil, como justificar a importância da aprendizagem da escrita para o desenvolvimento infantil e orientar a implementação de práticas pedagógicas que abrangem esse tipo de linguagem? Em busca de respostas a essa questão, objetivamos com este artigo refletir sobre o ensino e a aprendizagem da língua escrita no universo da educação infantil, de maneira a abordar os processos de letramento e de alfabetização. Para isso, realizamos um estudo bibliográfico acompanhado de análise documental, cujos resultados são expostos em três partes: apresentamos alguns princípios de duas importantes teorias que explicam o processo de aprendizagem da leitura e da escrita – construtivista e histórico-cultural; conceituamos os processos de alfabetização e de letramento, defendendo-os como indissociáveis e interdependentes; refletimos sobre a implementação intencional de práticas pedagógicas de alfabetização e de letramento na educação infantil, atentas às especificidades das crianças desse nível de ensino a partir da análise de algumas orientações teórico-metodológicas presentes em  dois documentos oficiais, um de âmbito estadual e outro de âmbito nacional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Angélica Olivo Francisco Lucas, Universidade Estadual de Maringá

Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá, mestre em Educação também pela Universidade Estadual de Maringá  e doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Realizou estágio de pós-doutoramento na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP) no período 2016 a 2017. É professora associada da Universidade Estadual de Maringá onde trabalha desde 1998 e atua no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPE) desta instituição. Tem experiência na área educacional, tendo atuado como professora de educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental, orientadora educacional e coordenadora de educação infantil e alfabetização da Secretaria de Educação do Município de Maringá.

Heloisa Toshie Irie Saito, Univerisdade Estadual de Maringá - UEM

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá, mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Maringá e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo. Cursando estágio de pós doutoramento na faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Professora adjunta do Departamento de Teoria e Prática da Educação (DTP) e do Programa de Pós-graduação em Educação (PPE) da Universidade Estadual de Maringá. Representante e membro do GT Pirapó/FEIPAR/MIEIB. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Infantil, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores, ensino e aprendizagem, prática pedagógica.

Lucinéia Maria Lazaretti, Universidade Estadual do Paraná -UNESPAR

Professora Adjunta da Universidade Estadual do Paraná. Doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual do Centro-Oeste. Especialização em Teoria Histórico-Cultural pela Universidade Estadual de Maringá e Mestrado em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista. Assis-SP. Membro do grupo de pesquisa e ensino Trabalho Educativo e Escolarização (GENTEE/UEM). Participante do GT Pirapó/FEIPAR/MIEIB. Atua nos seguintes temas: Educação Infantil; Desenvolvimento Humano; Psicologia Histórico-Cultural, Organização do Ensino; Didática.

Publicado

2019-12-10

Como Citar

LUCAS, M. A. O. F.; SAITO, H. T. I.; LAZARETTI, L. M. Reflexões sobre o ensino da língua escrita em tempos de ampliação da escolarização obrigatória. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, v. 21, n. 3, 10 dez. 2019.

Edição

Seção

Artigos de Demanda

##plugins.generic.recommendByAuthor.heading##