Reflexões sobre o ensino da língua escrita em tempos de ampliação da escolarização obrigatória

Palavras-chave: Língua escrita, Educação infantil, Escolarização obrigatória.

Resumo

No contexto de progressiva democratização da escolarização obrigatória brasileira, envolvendo a ampliação do ensino fundamental e a reorganização da educação infantil, como justificar a importância da aprendizagem da escrita para o desenvolvimento infantil e orientar a implementação de práticas pedagógicas que abrangem esse tipo de linguagem? Em busca de respostas a essa questão, objetivamos com este artigo refletir sobre o ensino e a aprendizagem da língua escrita no universo da educação infantil, de maneira a abordar os processos de letramento e de alfabetização. Para isso, realizamos um estudo bibliográfico acompanhado de análise documental, cujos resultados são expostos em três partes: apresentamos alguns princípios de duas importantes teorias que explicam o processo de aprendizagem da leitura e da escrita – construtivista e histórico-cultural; conceituamos os processos de alfabetização e de letramento, defendendo-os como indissociáveis e interdependentes; refletimos sobre a implementação intencional de práticas pedagógicas de alfabetização e de letramento na educação infantil, atentas às especificidades das crianças desse nível de ensino a partir da análise de algumas orientações teórico-metodológicas presentes em  dois documentos oficiais, um de âmbito estadual e outro de âmbito nacional.

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Biografia do Autor

Maria Angélica Olivo Francisco Lucas, Universidade Estadual de Maringá

Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá, mestre em Educação também pela Universidade Estadual de Maringá  e doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Realizou estágio de pós-doutoramento na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP) no período 2016 a 2017. É professora associada da Universidade Estadual de Maringá onde trabalha desde 1998 e atua no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPE) desta instituição. Tem experiência na área educacional, tendo atuado como professora de educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental, orientadora educacional e coordenadora de educação infantil e alfabetização da Secretaria de Educação do Município de Maringá.

Heloisa Toshie Irie Saito, Univerisdade Estadual de Maringá - UEM

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá, mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Maringá e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo. Cursando estágio de pós doutoramento na faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Professora adjunta do Departamento de Teoria e Prática da Educação (DTP) e do Programa de Pós-graduação em Educação (PPE) da Universidade Estadual de Maringá. Representante e membro do GT Pirapó/FEIPAR/MIEIB. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Infantil, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores, ensino e aprendizagem, prática pedagógica.

Lucinéia Maria Lazaretti, Universidade Estadual do Paraná -UNESPAR

Professora Adjunta da Universidade Estadual do Paraná. Doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual do Centro-Oeste. Especialização em Teoria Histórico-Cultural pela Universidade Estadual de Maringá e Mestrado em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista. Assis-SP. Membro do grupo de pesquisa e ensino Trabalho Educativo e Escolarização (GENTEE/UEM). Participante do GT Pirapó/FEIPAR/MIEIB. Atua nos seguintes temas: Educação Infantil; Desenvolvimento Humano; Psicologia Histórico-Cultural, Organização do Ensino; Didática.

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Publicado
2019-12-10
Como Citar
LUCAS, M. A. O. F.; SAITO, H. T. I.; LAZARETTI, L. M. Reflexões sobre o ensino da língua escrita em tempos de ampliação da escolarização obrigatória. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, v. 21, n. 3, p. 901-919, 10 dez. 2019.
Seção
Artigos de Demanda