A contribuição da literatura surda na ampliação dos conceitos de tradução e adaptação

Autores

  • Adriana Baptista de Souza Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  • Maria Paula Frota Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.22484/2177-5788.2016v42n1p51-67

Resumo

Traduções, adaptações, criações. Assim podemos classificar as obras que compõem a literatura surda, conceito muito recente, já que, embora a existência dos surdos, de suas práticas sociais e formas de comunicação seja tão antiga quanto a humanidade, apenas na década de 1980 os estudos surdos começaram a acontecer no Brasil e apenas em 2002 a língua brasileira de sinais (Libras) foi oficialmente reconhecida como língua pelas leis brasileiras. Por isso ainda são escassos os estudos acadêmico-científicos nacionais sobre a Libras, as culturas surdas brasileiras, seus costumes e produções, entre eles a prática de contar histórias. Essa prática faz parte da tradição surda, como ocorre em qualquer comunidade, mas não contava com os registros e a sistematização que hoje vêm se desenvolvendo no meio científico. Considerando as peculiaridades da literatura surda — conjunto de narrativas em línguas de sinais que incorporam elementos da cultura surda, como define Karnopp (2008; 2010), e, mais do que isso, conjunto de obras literárias bilíngues, sejam elas criadas, traduzidas e/ou adaptadas, em versão impressa ou em vídeo — argumentamos a favor da presença de seus estudos nos campos dos estudos da tradução e da adaptação, convencidas que estamos do potencial de enriquecimento mútuo dessas práticas e suas pesquisas.

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Publicado

2016-08-10

Como Citar

DE SOUZA, A. B.; FROTA, M. P. A contribuição da literatura surda na ampliação dos conceitos de tradução e adaptação. Revista de Estudos Universitários - REU, [S. l.], v. 42, n. 1, 2016. DOI: 10.22484/2177-5788.2016v42n1p51-67. Disponível em: http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/reu/article/view/2481. Acesso em: 2 jul. 2022.