Episteme da techné e Inteligência Artificial Generativa
fundamentos, funcionamento e implicações éticas
DOI:
https://doi.org/10.22484/2177-5788.2025v51id6081Palavras-chave:
inteligência artificial generativa, ética, redes neuraisResumo
Este artigo apresenta uma análise crítica das Inteligências Artificiais Generativas (IAGs), enfatizando seus fundamentos estatísticos, arquiteturas computacionais e modos de operação textual e multimodal. Argumenta-se que compreender tais tecnologias exige não apenas familiaridade técnica, mas também reflexão sobre as condições históricas, epistemológicas e políticas que orientaram seu desenvolvimento. Para isso, propõe-se o conceito de episteme da techné, que busca explicitar os fundamentos teóricos, metateóricos e sócio-históricos que sustentam a emergência das IAGs, permitindo identificar os marcadores históricos e as escolhas políticas que determinaram sua configuração atual. Essa proposta dialoga com a noção foucaultiana de materialismo, entendida como análise da materialidade dos corpos, dos discursos e dos dispositivos. Além da dimensão conceitual, discutem-se implicações éticas, ambientais e políticas, como o consumo massivo de energia por datacenters, a gentrificação urbana associada à instalação dessas infraestruturas e a concentração de poder em poucas corporações globais. O objetivo é oferecer um quadro de referência que permita a pesquisadores, educadores e profissionais compreender criticamente as IAGs, e alinhar sua adoção a princípios de agência humana, diversidade, sustentabilidade e transparência, conforme preconizado pelo Guia da UNESCO para a IA Generativa na Educação e na Pesquisa.
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Copyright (c) 2025 Luís Roberto Momberg Albano

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