Educação Científica Intercultural para justiça social

articulação de saberes tradicionais e acadêmicos na formação inicial de professores das Ciências da Natureza

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22483/2177-5796.2022v24id4857

Palavras-chave:

educação científica intercultural, justiça social, formação inicial.

Resumo

Neste texto discutimos a importância de problematizar a formação inicial de professores de Química que envolva a Educação Científica Intercultural nas licenciaturas das Ciências da Natureza. Para isso, defendemos que a perspectiva da Educação Científica Intercultural pode contribuir para problematizar racionalidades presentes nos cursos de formação inicial de professores acerca da natureza do conhecimento científico, visando contribuir para a justiça social. Como aporte metodológico, inspiramo-nos na pesquisa participante, utilizando como instrumentos de produção de dados, registros em diários de campo, rodas de conversa com audiogravações. Os resultados evidenciam que processos coletivos de investigação em aproximação com diferentes saberes promovem diálogos interculturais, os quais possibilitam o enfrentamento de visões equivocadas a respeito do pensamento científico. Concluímos reforçando a necessidade de inserção dos pressupostos teóricos da Educação Científica Intercultural na formação inicial de professores, como forma de potencializar um currículo culturalmente e socialmente orientado na formação inicial de professores de Ciências da Natureza.

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Biografia do Autor

Elizabeth Detone Faustini Brasil, Universidade Federal do Espírito Santo- UFES

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo, possui mestrado em Educação em Ciências e Matemática pelo Instituto Federal do Espírito Santo, graduação em Licenciatura em Química pela Universidade Federal do Espírito Santo e graduação em Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo. Possui graduação em Licenciatura em Ciências e Matemática pela Universidade Católica de Minas Gerais - Cel Fabriciano. Atualmente é professora do Departamento de Educação e Ciências Humanas do Centro Universitário Norte da Universidade Federal do Espírito Santo. 

Gerda Margit Schütz Foerste, Universidade Federal do Espírito Santo- UFES

Possui graduação em Licenciatura Plena em Educação Artística pela Federação dos Estabelecimentos de Ensino Superior Em Novo Hamburgo, mestrado em Educação pela Universidade Federal de Goiás e doutorado em Educação pela Universidade Federal Fluminense. Realizou estágio pós-doutoral na Universidade de Siegen/ Alemanha. É professora aposentada da Universidade Federal do Espírito Santo, com atuação no Programa de Pós-Graduação em Educação (mestrado e doutorado).

Patricia Silveira da Silva Trazzi, Universidade Federal do Espírito Santo- UFES

Possui graduação em Ciências biológicas pela Universidade Federal do Espírito Santo, mestrado e Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo. Atualmente é professor adjunto II da Universidade Federal do Espírito Santo. É professora do Programa de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Educação da UFES na linha de pesquisa Docência e Gestão de processos Educativos com ênfase na formação de professores de Ciências e Linguagem. É coordenadora de área do PIBID Biologia da UFES.

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Publicado

05-12-2022

Como Citar

BRASIL, E. D. F. .; FOERSTE, G. M. S.; TRAZZI, P. S. da S. Educação Científica Intercultural para justiça social: articulação de saberes tradicionais e acadêmicos na formação inicial de professores das Ciências da Natureza. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, Sorocaba, SP, v. 24, p. e022048, 2022. DOI: 10.22483/2177-5796.2022v24id4857. Disponível em: https://periodicos.uniso.br/quaestio/article/view/4857. Acesso em: 4 fev. 2023.

Edição

Seção

Dossiê - Educação em ciências e justiça social: interfaces com a formação docente e as práticas educativas