POLÍTICAS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL: O CASO DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE

Autores

  • Soraya Diniz Rosa
  • Roseli Esquerdo Lopes

Resumo

Este trabalho discute as perspectivas que se abrem no processo de construção

e ‘implementação’ de políticas públicas para a formação profissional, tomando como eixo o Programa da Residência Multiprofissional em Saúde. Este Programa propõe a capacitação de profissionais da saúde, com exceção da área médica, tendo sido apresentado como estratégia de reorientação da atenção básica em saúde para a implantação/reorganização de serviços públicos embasados na lógica do Sistema Único de Saúde - SUS. Trabalhou-se com a pesquisa documental e com a análise dos problemas enfrentados na saúde. As principais conclusões apontam para três eixos: o primeiro diz respeito à importância da efetivação de políticas de educação permanente em saúde. No segundo eixo, evidencia-se a falta de políticas públicas que assegurem a formação profissional no Brasil, no modelo da pós graduação lato sensu. O terceiro refere se à estratégia de efetivação do SUS através do Programa da Residência. Questiona-se, com base nesses eixos, se a indução de políticas públicas com interferência direta no modelo educacional vai contribuir para o aprimoramento da formação profissional na perspectiva da educação permanente, ou se é mais uma estratégia para estruturar a rede de saúde através da oferta de um campo de trabalho precarizado para os profissionais da saúde.

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Como Citar

ROSA, S. D.; LOPES, R. E. POLÍTICAS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL: O CASO DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, Sorocaba, SP, v. 13, n. 1, 2011. Disponível em: https://periodicos.uniso.br/quaestio/article/view/205. Acesso em: 1 fev. 2023.

Edição

Seção

Artigos