Educação ambiental crítica:

da institucionalização à crise

Palavras-chave: Educação ambiental crítica., Institucionalização., Contra-hegemonia.

Resumo

O artigo se propõe refletir sobre a institucionalização das políticas “progressistas” e, mais especificamente, da educação ambiental junto ao Estado brasileiro e as contradições resultantes desse processo. Compreende-se que a crise vivida pela educação ambiental crítica (isolada no espaço acadêmico), está relacionada a uma postura colonialista que aposta na disseminação de perspectivas produzidas “desde cima”, ou seja, desde os espaços dos poderes instituídos. A participação da educação ambiental nos governos progressistas, terminou por restringir sua ação contra-hegemônica, deixando-a sem espaço para as perspectivas e resistências autônomas e autogestionárias que emergem da sociedade. Por fim, nos propomos tecer uma breve e introdutória reflexão sobre outros caminhos para inserção da educação ambiental na sociedade, caminhos mais abertos à diversidade de lutas e perspectivas socioambientais que existem na vida cotidiana. Uma educação múltipla e marginal que, nascida “desde baixo”, desafia os limites impostos pela modernidade capitalista, sem a necessidade de criar uma nova verdade a ser reproduzida.

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Biografia do Autor

Carlos Roberto da Silva Machado, Universidade Federal do Rio Grande (PPGEA/FURG)

Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande (PPGEA/FURG)

Bruno Emilio Moraes, UNIPAMPA

Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Técnico em Assuntos Educacionais. Campus de Caçapava do Sul (UNIPAMPA)

Publicado
2019-04-30
Como Citar
MACHADO, C.; MORAES, B. Educação ambiental crítica:. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, v. 21, n. 1, p. 39-58, 30 abr. 2019.
Seção
Dossiê - As Educações Ambientais insistem e lutam: (re)existências, vivências,