Quando um biólogo é inundado por outras biologias, outras educações

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22483/2177-5796.2020v22n2p355-374

Palavras-chave:

Biologia, Imagem, Deleuze.

Resumo

O texto partilha dos encontros vitais que mobilizaram no corpo de um biólogo-artista, exercícios fabulatórios de experimentação - com a imagem, a escrita, a memória, as águas de um igarapé, a terra, as vidas que atravessaram moradores atingidos por uma barragem - aglutinados pelas seguintes questões: como um biólogo pode experimentar a biologia, a arte, a natureza para além do já posto? Como a arte e a biologia se cruzam com/na natureza e que educações se compõem nesses vazamentos? O texto vem com o desejo de instaurar um caos problemático nas concepções demasiadamente rígidas que enredam as biologias e seus atravessamentos na/com educação, tomando como inspiração conceitual a filosofia de Gilles Deleuze e Félix Guattari.

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Biografia do Autor

Carlos Augusto Silva e Silva, Instituto Federal de Rondônia

Doutorado em andamento em Educação pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Possui Mestrado em Educação em Ciências pela Universidade Federal do Pará (PPGCM-IEMCI/UFPA), Especialização em Metodologia do Ensino de Biologia Química (UNINTER) e graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Atualmente é pesquisador do grupo de pesquisa - "Conversações: Filosofia, Educação e Arte, cadastrado na UFPA e no CNPq e do grupo EDUCA (UNIR).

Maria dos Remédios de Brito, Universidade Federal do Pará

Graduada em Filosofia pela Universidade Federal do Pará; pós-doutora em Filosofia da Educação pela Universidade Estadual de Campinas; professora da Universidade Federal do Pará. 

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Publicado

2020-08-14

Como Citar

SILVA, C. A. S. E; BRITO, M. DOS R. DE. Quando um biólogo é inundado por outras biologias, outras educações. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, v. 22, n. 2, p. 355-374, 14 ago. 2020.

Edição

Seção

Dossiê - Arte-fatos: tensões e(m) possibilidades entre cultura, pesquisa e educa

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