A produção de subjetividades na escola:

uma reflexão sobre o poder disciplinar no contexto escolar

Autores

  • Sirley Lizott Tedeschi Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Ruth Pavan Universidade Católica Dom Bosco – UCDB

DOI:

https://doi.org/10.22483/2177-5796.2017v19n1p181-196

Resumo

Neste artigo, discutimos o poder disciplinar, com seus dispositivos de controle e normalização, presente nos enunciados de professores/as e como esse poder subjetiva os/as alunos/as a partir dos ideais modernos de uniformização e homogeneização. A análise é fruto de pesquisa realizada por meio de entrevista semiestruturada com professores/as que atuam do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental em uma escola pública estadual. Para a análise dos enunciados dos/as professores/as, tomamos como referência os estudos foucaultianos e mostramos como o poder dos dispositivos disciplinares, postos em ação no currículo escolar, atua sobre os/as alunos/as. Os/As professores/as, capturados/as pelas formações discursivas do poder disciplinar, recorrem à vigilância hierárquica, à sanção normalizadora e ao exame como estratégias para produzir sujeitos com uma identidade única. Ao percebermos que o poder disciplinar age no espaço escolar produzindo subjetividades normalizadas, podemos desnaturalizar a ideia de um sujeito que preexiste às relações de poder e abrir espaços para a produção de múltiplas subjetividades.

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Biografia do Autor

Sirley Lizott Tedeschi, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Doutora em Educação. Professora da Universidade Estadual  de Mato Grosso do Sul.

Ruth Pavan, Universidade Católica Dom Bosco – UCDB

Doutora em Educação. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado e Doutorado, da Universidade Católica Dom Bosco.

Publicado

2017-05-15

Como Citar

TEDESCHI, S. L.; PAVAN, R. A produção de subjetividades na escola:: uma reflexão sobre o poder disciplinar no contexto escolar. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, Sorocaba, SP, v. 19, n. 1, 2017. DOI: 10.22483/2177-5796.2017v19n1p181-196. Disponível em: https://periodicos.uniso.br/quaestio/article/view/2995. Acesso em: 29 nov. 2022.

Edição

Seção

Artigos