Disputas nas políticas curriculares de formação docente no Brasil

organismos internacionais e políticaspráticas de resistência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22483/2177-5796.2026v28id5815

Palavras-chave:

formação de professores, políticas curriculares, resistência.

Resumo

O artigo apresenta parte de uma pesquisa desenvolvida no Mestrado em Educação, abordando as políticas curriculares de formação docente no Brasil, a influência de organismos internacionais e os movimentos de resistência às políticas instituídas, que disputam os sentidos da educação e da docência. A pesquisa fundamenta-se nos princípios político-epistemológicos das pesquisas com os cotidianos e adota a abordagem qualitativa, com ênfase na análise documental, contemplando documentos de organismos internacionais, pareceres e resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE), em diálogo com o acompanhamento dos Fóruns de mobilizações estaduais e nacionais que foram organizados por cursos de licenciatura em conjunto com associações da área, no contexto das recentes disputas políticas em torno da formação de professores. O objetivo foi identificar orientações, principais conceitos e a influência dos organismos internacionais nas políticas de formação docente implementadas nos últimos anos no Brasil. Parte-se do entendimento de que a produção de políticas não se restringe às leis e aos documentos oficiais e de que não há distinção entre políticas educacionais e práticas cotidianas. Utilizando metodologicamente a noção de narrativas, a pesquisa evidencia também a constituição de movimentos de mobilização e resistência às políticas vigentes, compreendendo-os como políticaspráticas cotidianas que reafirmam princípios e lutas históricas em defesa da valorização do magistério e de uma educação pública comprometida com a superação das desigualdades e com a justiça social.

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Biografia do Autor

  • Marcelle Tenorio, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

    Possui graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Mestrado em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ProPEd/UERJ) na linha de pesquisa Cotidianos, Redes Educativas e Processos Culturais, com bolsa Mestrado Nota 10 da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Doutoranda do ProPEd/UERJ. 

  • Alexandra Garcia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

    Possui graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Mestrado em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Doutora em Educação pelo Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É Professora Associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Faculdade de Educação. Professora do Programa de Pós-graduação em Educação PROPEd-UERJ. Professora do PPGedu/FFP e Procientista (UERJ).

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Publicado

10-06-2026

Edição

Seção

Dossiê - Políticas de formação de professores e de currículo: resistência e criação nas escolas

Como Citar

TENORIO, Marcelle; GARCIA, Alexandra. Disputas nas políticas curriculares de formação docente no Brasil: organismos internacionais e políticaspráticas de resistência. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, Sorocaba, SP, v. 28, p. e026030, 2026. DOI: 10.22483/2177-5796.2026v28id5815. Disponível em: https://periodicos.uniso.br/quaestio/article/view/5815. Acesso em: 21 jul. 2026.