“Salas sem paredes” – escapes da prescrição curricular em uma experiência de formação entre rios e florestas na Amazônia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22483/2177-5796.2026v28id5817

Palavras-chave:

currículo, formação de professores, Amazônia.

Resumo

O presente trabalho discute, a partir de pesquisa, a formação de professores em um dos municípios do Estado do Amazonas desenvolvida no contexto do Programa de Formação de Professores para a Educação Básica/Parfor, coordenado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A pesquisa se assenta em uma perspectiva teórico-metodológica pós-estrutural e pós-colonial, observando a perspectiva de cultura e diferença discutida por Homi Bhabha e outros autores, bem como a de currículo como enunciação cultural discutida por Macedo, Frangella e outros. Destaca as questões que emergiram das experiências vividas nos estágios supervisionados, em que estudantes que já eram professores traziam o cotidiano da docência como questão borrando a fronteira da formação inicial/continuada e o trabalho docente, escapando da ideia de reconhecer-se no já dado. Tomam-se tais questões como contorcimentos normativos na política curricular de formação de professores, o que implica operar na tradução sempre contingente do fluxo dessa política, na defesa de que, pelas significações e sentidos produzidos pelos sujeitos nessa formação, não há norma absoluta que não seja perturbada e interrompida pelas experiências construídas no processo (de formação). Assim, argumenta acerca do entendimento da formação como tradução, que, mais que estabilizar padrões de ação, se dá como emergência de significações contingentes.

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Biografia do Autor

  • Rita de Cássia Prazeres Frangella, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

    Possui Mestrado em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Doutorado em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professora Titular da Faculdade de Educação da UERJ. Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Educação - Proped. Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, PROCIENTISTA/UERJ.

  • Maria Edeluza Ferreira Pinto de Moura, Universidade do Estado do Amazonas - Escola Normal Superior (UEA-ENS)

    Possui graduação em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará. Especialista em Psicopedagogia e Interdisciplinaridade pela (ULBRA). Mestrado em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Doutorado em Educação - PROPED-UERJ na Linha de Pesquisa em Currículo, Conhecimento e Cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atua como professora concursada efetiva da Universidade do Estado do Amazonas - UEA - Escola Normal Superior- Curso de Pedagogia, nas disciplinas Didática, Estágio supervisionado, Pesquisa e Prática Pedagógica.

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Publicado

22-06-2026

Edição

Seção

Dossiê - Políticas de formação de professores e de currículo: resistência e criação nas escolas

Como Citar

FRANGELLA, Rita de Cássia Prazeres; MOURA, Maria Edeluza Ferreira Pinto de. “Salas sem paredes” – escapes da prescrição curricular em uma experiência de formação entre rios e florestas na Amazônia. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, Sorocaba, SP, v. 28, p. e026032, 2026. DOI: 10.22483/2177-5796.2026v28id5817. Disponível em: https://periodicos.uniso.br/quaestio/article/view/5817. Acesso em: 21 jul. 2026.