Políticas de formação de professores e de currículo
resistência e criação em diferentes espaços educativos
DOI:
https://doi.org/10.22483/2177-5796.2026v28id5879Palavras-chave:
currículo como criação cotidiana, resistência criativa nos cotidianos escolares, formação docente no cotidiano.Resumo
Este texto tem como objetivo fomentar reflexões sobre os processos de resistência e criação que envolvem os cotidianos educadores em suas relações com políticas de currículo e formação e mobilizar afetos que envolvem essa resistência e essa criação. Desenvolve uma argumentação teórica sobre o tema das criações cotidianas dos sujeitos da educação em suas relações com as políticas, bem como sobre a importância de se compreender a criação como o próprio da vida cotidiana, para além da resistência. Assume essa complementaridade entre resistência e criação a partir do pensamento de Michel de Certeau, que aponta a necessidade de irmos além da noção de resistência para compreender os modos de ação dos praticantes da vida cotidiana. Apresenta, como argumento central sobre as interferências desses sujeitos sobre as políticas oficiais, com base no pensamento de Stephen Ball em sua teoria da atuação/encenação, das políticas pelas escolas. Em sua segunda parte, traz narrativas empíricas de diferentes experiências acadêmicas e cotidianas que ajudam a compreender esta complementaridade, evidenciando as criações cotidianas dos sujeitos das escolas enquanto políticaspráticas cotidianas de formação e de currículo. Em sua parte final, conclui que há, em diferentes espaçostempos educativos, possibilidades e realidades de criação cotidiana, agradecendo aos sujeitos referidos na parte empírica do texto, essas criações ousadas e potentes.
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