E se o currículo ocupasse a escola?

Secundaristas em movimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22483/2177-5796.2026v28id5779

Palavras-chave:

currículo, movimento secundarista, filosofia da diferença.

Resumo

Este texto, recorte de uma tese de doutorado, discute o currículo a partir das experiências vividas por estudantes secundaristas durante as ocupações escolares em São Paulo, em 2015. Ao resistirem à proposta de reorganização imposta pelo governo, os estudantes transformaram as escolas em territórios de invenção coletiva, onde experimentaram novas formas de viver, aprender e produzir sentidos. A pesquisa contrapõe o currículo-bula — prescritivo e alinhado a interesses dominantes — a um currículo efêmero e vivido, tecido nas práticas cotidianas das ocupações. Por meio da cartografia e inspirado pelas filosofias da diferença, especialmente com conceitos de Lapoujade e de Deleuze e Guattari, o texto propõe a imagem de um “currículo que dança”, que se move com o coletivo e afirma a vida em sua multiplicidade. As decisões sobre alimentação, espaço, debates, aulas autogeridas, expressões artísticas são compreendidas como formas legítimas de construção curricular. Assim, mais do que sugerir um novo modelo, a proposta é expandir as formas de pensar o currículo, abrindo brechas para experiências sensíveis e comuns que escapam à normatividade. O estudo contribui para os debates pós-críticos, defendendo o currículo como espaço de criação, resistência e experimentação coletiva.

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Biografia do Autor

  • Débora Reis Pacheco, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

    Possui graduação em Pedagogia pela Universidade São Marcos e Licenciatura em Matemática pela Universidade Bandeirante. Especialista em Neuropedagogia e Psicanálise com docência no Ensino Superior pelo Instituto Saber. Mestre em Educação Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Doutora em Educação Matemática pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Pós-Doutora em Educação em Ciências e Matemática pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

  • Marcio Antonio da Silva, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Licenciado em Matemática pela Universidade de São Paulo (IME-USP). Mestrado e Doutorado em Educação Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Pós-doutorado pelo Departamento de Ensino de Ciências e Matemática da Universidade de Estocolmo (Suécia).

  • Paola Amaris- Ruidiaz, Universidad Pedagógica y Tecnológica de Colombia (UPTC)

    Possui licenciatura em Matemática na Universidade Pedagógica e Tecnológica da Colômbia. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da UNESP. Doutora em Educação Matemática pela UNESP, com doutorado sanduiche na UPORTO ''faculdade de Letras'' financiado pelo Programa PDSE/Capes. Pós-doutorado em Educação Matemática na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul 2022 (financiado pela Capes). Atualmente é professora da Universidade Pedagógica e Tecnológica da Colômbia (UPTC). 

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Publicado

09-06-2026

Edição

Seção

Dossiê - Políticas de formação de professores e de currículo: resistência e criação nas escolas

Como Citar

PACHECO, Débora Reis; SILVA, Marcio Antonio da; AMARIS- RUIDIAZ, Paola. E se o currículo ocupasse a escola? Secundaristas em movimento. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, Sorocaba, SP, v. 28, p. e026027, 2026. DOI: 10.22483/2177-5796.2026v28id5779. Disponível em: https://periodicos.uniso.br/quaestio/article/view/5779. Acesso em: 21 jul. 2026.